Quem é
Canta, toca e escreve
Fadista, violista de fado e letrista. De Alverca para os palcos onde a chamem.
Fadista, violista de fado e letrista. Uma das poucas mulheres a tocar viola de fado profissionalmente; escreve as próprias letras e letras para outras fadistas.
Venceu a Grande Noite do Fado em 2004, ainda adolescente, e o concurso O Meu Fado, da Rádio SIM, em 2019, com uma letra da sua autoria. Licenciou-se em Ciências Musicais pela Universidade NOVA de Lisboa e em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do tenor Luís Madureira. É esta dupla formação, fado e canto lírico, que define a sua identidade artística.
Fundou As Mariquinhas, conjunto de fado integralmente feminino, e forma com a guitarrista Fernanda Maciel uma das primeiras parelhas femininas de guitarra portuguesa e viola em atividade. É também curadora e programadora: assinou a curadoria e a programação do Povo Lisboa, no Cais do Sodré, casa de residências artísticas que marcaram o percurso de algumas das vozes que hoje contam no fado, incluindo a dela.
Gravou o disco Marta Rosa (Discos do Povo, 2014), na sequência de uma residência artística no Povo Lisboa, e o EP Entretanto (Universal Music Portugal, 2020), com dois originais seus. Prepara neste momento um novo álbum.
Em julho de 2026 estreou-se no palco principal do Tomorrowland, na Bélgica, como uma das vozes do espetáculo do Mainstage, cantando também com a Symphony of Unity, a orquestra do festival, no palco Freedom e no Love Tomorrow Summit.
Biografia oficial, novembro de 2026.
Percurso
Ano a ano
- 2001Começa a estudar música, aos dez anos.
- 2003Estreia-se em público, numa noite de fados.
- 2004Aos treze anos, 1.º prémio juvenil na Grande Noite do Fado de Lisboa, no Teatro Municipal São Luiz, a 20 de novembro.
- 2007Entra no Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra, e estuda Canto com a mezzo-soprano Susana Teixeira. É aí que se apaixona pelo canto lírico.
- 2009Prémio «Silva Marques», atribuído pelo conservatório.
- 20102.º prémio «Maria Severa» no Há Fado na Mouraria, na gala final no Teatro da Trindade, a 1 de dezembro. Canta pela primeira vez uma letra sua, «Metro», quadras próprias no Fado Menor do Porto — uma história de amor entre duas mulheres, tema ousado num meio conservador.
- 2013Licencia-se em Ciências Musicais pela Universidade NOVA de Lisboa.
- 2014Selecionada para as residências artísticas do Povo, no Cais do Sodré, de onde sai o primeiro disco, «Marta Rosa» (Discos do Povo, Vol. 16) — escolhe todas as letras, os músicos convidados e o alinhamento, e assina alguns arranjos. No mesmo ano pega na viola de fado, autodidata, por insistência das alunas a quem dava aulas em Vila Franca de Xira.
- 2016Licencia-se em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do tenor Luís Madureira, com 19 valores no exame final. Interpreta Donna Anna em «Don Giovanni», no Auditório Vianna da Mota, no Cine-Teatro da Chamusca e no São Luiz. Primeira viagem internacional: XIV Festival de Fados de Castilla y León, em Zamora.
- 2017Galardão de Mérito Cultural da Cidade de Alverca, aos 26 anos.
- 20191.º prémio no concurso O Meu Fado, da Rádio SIM, com uma letra sua, «Lenda da Sereia» — o prémio incluía a gravação de um EP. Funda «As Mariquinhas», conjunto de fado exclusivamente feminino, com Fernanda Maciel, Cláudia Leal e, mais tarde, Mara Dulce. Volta a Zamora para a XVII edição do festival.
- 2020Sai o EP «Entretanto», pela Universal Music Portugal, com coprodução sua e de Diogo de Castro Ferreira. As Mariquinhas acabam com o início da pandemia.
- 2021Publica de forma independente «Vai do Vírus», single e videoclipe feitos em casa — uma paródia a partir de «Contigo fica o engano», de Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves.
- 2023Canta em «Heimlich seufzen die Winde», na Klosterkirche Königsfelden, em Windisch, na Suíça: uma criação do coreógrafo Filipe Portugal para dez bailarinos, com guitarra e quinteto de cordas, em cena de 24 de maio a 18 de junho. O título é um verso de Ricardo Reis. É aí que estende a voz de ponta a ponta, do fado ao lírico.
- 2024Regressa ao Povo, agora a coordenar as residências artísticas e a acompanhar à viola, e leva Fernanda Maciel para a equipa — o Povo passa a ser o primeiro espaço com uma parelha feminina residente. Célia Leiria grava «Não digas que sou tua» e Sofia Ramos «O Fado»: duas letras suas, na voz de outras fadistas.
- 2025Ciclo de fado no MACAM, em Lisboa, com Fernanda Maciel e Miguel Silva. Chegam pedidos de mais colegas para escrever.
- 2026Em maio, Filipa Biscaia grava a «Marcha Lisboa Tua e Minha», letra sua, no álbum «Antes Que Os Rios Sequem»; em junho, Silvana Peres grava «O Espelho», no álbum «A Todas as Mulheres». O produtor do Tomorrowland encontrou-a pela internet e procurou-a. Em julho, dezassete atuações em dez dias no Tomorrowland, no Mainstage e na Symphony of Unity. Em setembro leva a Symphony a Tenerife e à Arena di Verona. Prepara um novo álbum.
A seguir
Os discos e as letras estão na discografia. Os vídeos, ano a ano, na página dos vídeos.